Terça-feira, Junho 30, 2009
"você não é amado porque você é bom, você é bom porque é amado"_nelson mandela
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12:39 PM
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Quinta-feira, Junho 25, 2009
feliz pelos reencontros, pelas amizades que sempre estiveram e foram presentes. feliz.
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3:58 PM
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Cada um sabe dos gostos que tem
Suas escolhas, suas curas
Seus jardins
De que adianta a espera de alguém?
O mundo todo reside
Dentro, em mim
Cada um pode com a força que tem
Na leveza e na doçura
De ser feliz.
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3:58 PM
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Sábado, Junho 20, 2009
eu acredito na sabedoria de uma pessoa que nunca leu um livro e mesmo assim tem o que dizer.
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5:48 PM
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esse post é dedicado a uma menina muito sensível e especial, a pati. ela tem em seu msn uma frase do saramago: "talvez mais do que esteticamente sensíveis e politicamente corretos, o que nós devemos ser é ativamente bons."
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5:47 PM
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Quinta-feira, Junho 18, 2009
não são as respostas que movem o mundo, mas as perguntas.
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8:59 AM
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Terça-feira, Junho 16, 2009
o tempo que passa é o tempo que nos resta.
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9:34 AM
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Segunda-feira, Junho 15, 2009
nesse final de semana aconteceu algo interessante que me fez refletir. o que aconteceu foi muito simples, guardamos aqui em casa um bem simbólico e estipulamos uma data qualquer, distante, para consumí-lo. a data chegou e nada foi tão mágico como a espera por aquele momento. o tempo é que fez aquilo importante, foi a espera e o valor que depositamos simbolicamente que transformou aquele bem em algo especial e maior para nós. valor que acabamos percebendo que o obejto não tinha: não era nem tão saboroso, nem tão especial.
Beatriz Sarlo diz que hoje o sujeito, em vez de colecionar objetos, coleciona atos de aquisição de objetos, delineando uma nova figura nomeada “colecionador às avessas”. esse novo tipo de colecionador, engendrado pela cultura do consumo sabe que os objetos que adquire desvalorizam assim que ele os agarra, ou neste caso, consome. o valor desses objetos começa a erodir-se e então enfraquece a força magnética que dá brilho aos produtos quando estão nas vitrines do mercado, ou enquanto estão lá longe do alcance, como uma meta, um sonho. uma vez adquiridas, as mercadorias perdem sua alma; na coleção original, ao contrário, cada objeto é importante e único, ao passo que para o colecionador às avessas, o desejo não tem um objeto com o qual possa conformar-se, pois sempre haverá outro objeto chamando sua atenção. o colecionador às avessas está interessado no ato de adquirir e não na alma do bem adquirido.
aprendendo com a experiência, tive a oportunidade neste mesmo final de semana de aplicar o que constatei. saimos para andar e acabamos numa loja de tapetes persas. cheguei à conclusão de que eles são lindos, mas tão lindos que não desejo comprar nenhum. não quero que acabe a magia da história que traz cada nó de cada linha de cada desenho de cada tribo do irã que amarrou seu destino àquela peça de arte. não me sinto à vontade para comprar e assim eles ficam presentes, todos eles, no meu pensamento. não desejo acabar com essa experiencia. não com um ato tão impulsivo como o consumo. eu desejo colecionar vivências e um dia ver onde são feitos, o que trazem em si, quem os faz, quem morre e vive por eles. eles despertaram um desejo de viagem, de cultura, de história. eu não quero comprá-los pois a minha curiosidade acabaria ao entregarem aqui em casa, ao colocar no chão e esquecer, até desejar um novo tapete, um novo sofá. seria apenas mais um objeto da casa, algo que eu esqueceria com o tempo, que perderia a cor e o brilho. e assim morreria a arte e o que representa para mim. quando digo que não poderia comprar é por que falo de outros valores, não dos que se pode pagar.
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8:27 PM
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Sexta-feira, Junho 05, 2009
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8:44 PM
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quando a gente quer mudar e não muda, será que já está mudando? será uma questão de tempo ou de espaço? o que será?
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8:40 PM
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hoje é dia internacional do meio ambiente. se plantar uma árvore ficou difícil, economize uma mudando sua atitude.
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8:36 PM
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e que bom falar: estou feliz, quando sou feliz.
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8:35 PM
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essa semana li e vi duas matérias que me chamaram a atenção. ambas, à sua maneira, falavam do imperativo do gozo, essa necessidade de ser feliz o tempo todo. de aparentar e ter, mais do que ser. uma obrigação de ser feliz a todo instante que cria pessoas oprimidas e figuras carnavalescas que representam uma felicidade que muitas vezes não sentem. a liberdade conquistada nos anos 70, sobretudo a sexual, trouxe uma promessa de alegria e satisfação, permitiu a exposição e expressão do corpo, de ideias e ideais. mas hoje em dia o que é ideal? pra quem é ideal? estava certo Foucault quando disse que nos tempos modernos apenas encontramos um novo investimento, passamos do "controle-repressão" ao "controle-estimulação" que diz: mostre o corpo, mas seja bonito, magro... seja você mesmo, com seu celular, seu carro e suas roupas, afinal, você tem o seu estilo... liberte-se, sorria, compre, goze!
eu acredito na felicidade, mas eu acredito que o ser humano deve ter espaço para também, em alguns momentos, ser infeliz. ou pelo menos se questionar, ser mais realista e mais real. deixamos de nos preocupar com o verdadeiro motivo de nossas angustias - até as mais produtivas - e partimos em busca da resolução de todos os problemas. afinal, queremos ser normais. normal é ser feliz, gente! sério? por isso tanta gente toma antidepressivo? e faz plástica? e regime? e dietas? e promessas? e crediários?
penso, pra quê inibidor de apetite se eu sinto fome? pra quê regulador de humor se, neste momento, não consigo resolver meus problemas - e o mundo tá cheio deles mesmo! que necessidade é essa de não sentir o que se sente, o que não se pode evitar. ora, o homem sempre sofreu e isso fez arte, fez música, fez poesia. essa alegria absurda a qualquer preço só faz criar um vazio encoberto por um tapume que é só propaganda. aliás, estava pensando... sabe a familia feliz da doriana? trocamos pelos jovens bacanas sorridentes e saltitantes da propaganda do celular!
como somos felizes!
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12:42 PM
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